Foto: Allan de Carvalho

Trabalhadores, conselheiros e gestores da saúde em Sergipe, além de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), já se mobilizam para participar da 14ª Conferência Nacional de Saúde, que será realizada em Brasília, entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro. Sob o tema “Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social – Política Pública, Patrimônio do Povo Brasileiro” e como eixo “Acesso e acolhimento com qualidade: um desafio para o SUS”, a 14ª Conferência será fundamental para construir diretrizes e políticas públicas para o gerenciamento do SUS nos próximos quatro anos no Brasil.
 

Antonio Carlos Guimarães, secretário de Estado da Saúde, anuncia os 52 delegados que representarão Sergipe na Conferência Nacional / Foto: Allan de Carvalho

A comitiva sergipana, composta por 52 delegados eleitos na 5ª Conferência Estadual de Saúde (Confesa) – realizada entre os dias 7 e 9 de outubro deste ano -, participará ativamente do evento com o encaminhamento de 35 propostas voltadas à melhoria do gerenciamento do SUS no país. Todas elas foram democraticamente selecionadas após três dias de intensos debates entre mais de 500 participantes da Confesa, entre trabalhadores da área da saúde, gestores, usuários e conselheiros.

 

 

Antonio Carlos Guimarães / Foto: Wellington Barreto

O secretário de Estado da Saúde, Antonio Carlos Guimarães, participou de todo o processo pessoalmente, durante os três dias, discutindo e ouvindo as demandas dos usuários e trabalhadores. Para Antonio Carlos, a 5ª Confesa teve um papel muito importante tanto para os municípios, quanto para Sergipe e também para o Brasil.

 

 

“Conseguir selecionar 35 propostas dentro de um grupo de mais de 900, demonstra maturidade dos delegados e das pessoas envolvidas na Conferência Estadual de Saúde. Todo o processo de discussão foi feito com muita tranqüilidade e significou muito para o SUS. Nós colhemos, sem dúvida alguma, um dos principais resultados da mobilização da população, dos gestores, dos usuários e dos trabalhadores em relação à reforma sanitária implantada pelo Governo de Sergipe desde 2007. Não adianta ter apenas um arcabouço de Lei, é preciso que as pessoas se apropriem do significado daquela Lei e do significado da reorientação do sistema”, afirma Antonio Carlos.

 

 

Segundo ele, as propostas finais traduzem como as pessoas estão sentindo os pontos positivos e negativos do sistema e demonstra a busca por melhorias. “Foi uma importante construção coletiva. Tenho certeza de que iremos contribuir bastante para a Conferência Nacional com as propostas e com o grupo de delegados que seguirá para Brasília”, completou.

 

 

As 35 propostas escolhidas pelos delegados presentes à 5ª Confesa e encaminhadas para a Conferência Nacional foram construídas sob sete importantes eixos: Acolhimento e Humanização; Participação da Comunidade e Controle Social; Gestão do Trabalho e Educação em Saúde; Financiamento e Custeio; Regulação e Acesso; Programação, Investimento e Ações; e Contratualização.

 

 

Mobilização
 

Além do pioneirismo destacado no conteúdo das 35 propostas aprovadas, os avanços obtidos na 5ª Confesa podem ser apontados como parte de um cenário histórico pela qual vive a saúde pública em Sergipe. Principalmente pela capacidade de mobilização popular que as conferências possuem. Pela primeira vez, depois de cinco edições já realizadas, essa foi a primeira conferência que conseguiu envolver gestores, trabalhadores e usuários do SUS em todos os 75 municípios sergipanos.
 

“Conseguimos fechar 100% das etapas municipais, o que se configura como um marco histórico no gerenciamento do SUS em Sergipe. Foram realizadas todas as 75 conferências em nosso Estado, e mesmo depois dos avanços já obtidos, continuamos colaborando com a confecção dos relatórios finais em cada cidade”, enfatizou o secretário de Estado da Saúde, Antonio Carlos Guimarães.

 

 

 

Plano Estadual de Saúde
 

Além do encaminhamento de 35 propostas para a Conferência Nacional em Brasília, outros avanços da 5ª Confesa já se fazem presentes na vida dos sergipanos. O sucesso da Conferência, construída à base da democracia e da participação popular, também destaca pontos fundamentais que serão eficazes no gerenciamento da saúde pública em Sergipe.
 

José Dias Júnior / Foto: Fabiana Costa

Ao todo, foram aprovadas pelos delegados presentes à Conferência 332 propostas que deverão servir como parâmetro para a confecção do Plano Estadual de Saúde em Sergipe. “Temos centenas de pontos estratégicos que serão utilizados na formulação de diretrizes que irão nortear a saúde pública em nosso estado. A maioria delas significa uma continuidade dos avanços já conquistados, como ações voltadas à educação popular em saúde e suporte financeiro para os municípios”, destaca o coordenador do Núcleo de Gestão Estratégica e Participativa (Nugep) da SES – que esteve envolvido diretamente com as Conferências Municipais e do Estado, José Dias Júnior.

Foto: Allan de Carvalho

Com o intuito de reforçar a Ouvidoria da Saúde como importante instrumento de controle social dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) levou para a 5ª Conferência Estadual de Saúde (Confesa) os ‘ouvidos’ da Saúde em Sergipe. Durante os três dias da Confesa, os participantes puderam avaliar os trabalhos do evento através de um formulário.

 

 

 

A coordenadora da Ouvidoria da SES, Taciana Munareto / Foto: Allan de Carvalho

De acordo com a coordenadora da Ouvidoria da SES, Taciana Munareto, o momento da 5ª Confesa é oportuno para as pessoas se manifestarem. “Além da opinião que essas pessoas puderam dar sobre o evento, elas tiveram acesso a materiais explicativos sobre os conselhos de saúde, dengue e outros”, disse Taciana Munareto.

 

 

A técnica de enfermagem de uma das equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) de Itabaianinha, Jussara Ferreira Santos, aproveitou a oportunidade para conversar com os técnicos do Ouvidoria que estavam presentes na 5ª Confesa.

 

 

A técnica de enfermagem de uma das equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) de Itabaianinha, Jussara Ferreira Santos / Foto: Allan de Carvalho

“Em Itabaianinha nós ainda não temos a Ouvidoria, mas nós não deixamos de ouvir as demandas dos usuários através do Conselho Municipal de Saúde. Foi ouvindo a população que alcançamos as conquistas da Saúde no município”, declarou a técnica de enfermagem.

 

 

QUER FALAR COM A OUVIDORIA DA SAÚDE?

 

 

Diariamente, qualquer cidadão de Sergipe pode entrar em contato com a Ouvidoria da Saúde. Os canais para se fazer isso são:

 

 

• Ligação gratuita: 0800 -286 -3000
• Carta; e atendimento presencial – Praça General Valadão, s/n (Anexo) a Secretaria de Estado da Saúde. Centro – Aracaju/SE CEP. 49.010 -520
• Fax (79) – 3205-8800
• E-mail – ouvidoria@saude.se.gov.br

 

Foto: Allan de Carvalho

A 5ª Conferencia Estadual de Saúde (Confesa) reuniu pessoas dos 75 municípios do estado para trabalharem propostas para o Sistema Único de Saúde (SUS). Em meio a todo esse processo, as pessoas puderam desfrutar de um espaço para aprender mais sobre como cuidar da saúde e receberam cuidados de forma humanizada e alternativa.

Foto: Allan de Carvalho

 

Esse espaço foi batizado de ‘Tenda Paulo Freire’. As pessoas que ali entrevam podiam fazer atividades para retirar a tensão que pudessem sentir durante os dias da Conferência. Os participantes da 5ª Confesa fizeram sessões de acupuntura auricular e massagem terapêuticas. Além disso, elas tiveram a oportunidade de aprender mais sobre Reiki, terapia comunitária de saúde, fitoterapia, rezas e Tai chi chuan.

 

 

A iniciativa da Diretoria de Atenção Integral a Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES) em parceria com o Movimento Popular de Saúde de Sergipe (Mops) teve por objetivo levar mais conhecimento sobre humanização e educação permanente em Saúde através de métodos alternativos que saem do modelo curativo da medicina.

 

 

Jane Curbani, gestora de humanização / Foto: Allan de Carvalho

“Quando o SUS coloca a integralidade como princípio, ele prevê a inclusão de outras práticas de cuidado com a saúde. E a tenda traz formas de prevenção através da alimentação mais saudável e do alívio da dor e estresse com massagens, sem a utilização de métodos alopáticos.”, disse Jane Curbani, gestora de humanização da Diretoria.

 

 

Para a gestora, a prática também mostra como a integralidade do SUS valoriza a cultura das pessoas. “Integral também é absorver aquilo que as pessoas já trazem de suas culturas, comunidades e história de vida. Essas práticas são ligadas à cultura indígena, práticas corporais, cultura chinesa, dentre outras”, explicou a gestora.

 

 

A representante do Mops, Karen Emanuelle / Foto: Allan de Carvalho

Para a representante do Mops, Karen Emanuelle, a tenda trouxe uma discussão sobre as diversas práticas alternativas em saúde. “A gente promove essa tenda em vários locais para fazer uma discussão sobre práticas integrativas da saúde para implantá-las no SUS como uma forma de auxiliar a Atenção Básica”, disse Karen Emanuelle.

 

 

Amanda Pires, gestora de educação permanente / Foto: Allan de Carvalho

Para Amanda Pires, que é a gestora de Educação Permanente da Diretoria de Atenção Integral à Saúde, a prática precisa ser levada para todas as áreas do SUS. “A perspectiva é que consigamos fazer com que essas práticas integrem todas as áreas do SUS e elas possam ser repassadas para os usuários nos programas de educação em saúde” disse Amanda Pires.

 

 

Foto: Allan de Carvalho

No segundo dia de discussões na 5ª Conferência Estadual de Saúde (Confesa), os 504 delegados participantes integraram os eixos temáticos para discutir cerca de 800 propostas trazidas das Conferências Municipais. A ideia é referendar ou alterar as propostas que devem ser reduzidas a 35 ao todo. A partir daí será produzido um relatório para ser encaminhado à Conferência Nacional em Brasília no mês de novembro.

 

 

Seis eixos de discussão dividem os delegados que selecionam as melhores propostas trazidas das Conferências Municipais. Os temas são: Participação da Comunidade e Controle Social; Programas das Ações e Investimentos de Saúde; Contratualização; Acesso e Regulação; Gestão do Trabalho e Educação Permanente; Acolhimento e Humanização.

 

 

O delegado do eixo de Educação Permanente, Evanílson Souza da Conceição / Foto: Allan de Carvalho

De acordo com o delegado do eixo de Educação Permanente, Evanílson Souza da Conceição, o tema é básico ao mesmo tempo fundamental para o melhoramento do Sistema Único de Saúde (SUS). “Eu busco muito ver a minha participação porque o SUS hoje é essencial para nós brasileiros. A Saúde começa de berço e é preciso educar para se ter uma Saúde de qualidade. Todos reclamam da falta de investimentos, fazem um monte de complementações em relação ao planejamento, mas, no entanto, esquecem que para ter uma saúde de qualidade é se educar”, disse.

 

 

A facilitadora do grupo de financiamento e custeio, Margareth Hora / Foto: Allan de Carvalho

Para a facilitadora do grupo de financiamento e custeio, Margareth Hora, o grande obstáculo para a Saúde hoje é a falta de recursos. “Realmente o financiamento hoje é o grande obstáculo para termos oferta de saúde suficiente para nós termos oferta de saúde suficiente para toda a população atendendo aos princípios do SUS e constitucionais. Nesse grupo que discute o financiamento estamos debatendo as propostas que já foram encaminhadas das Conferências Municipais. Aqui elas serão apenas modificadas se houver alguma proposta de modificação e iremos escolher as cinco principais propostas para encaminhá-las para a Conferência Nacional”, disse.

 

 

O gestor de sistemas da Secretaria de Estado da Saúde, Marcos Trindade / Foto: Allan de Carvalho

Já na mesa que discute o Acesso e Regulação, o gestor de sistemas da Secretaria de Estado da Saúde, Marcos Trindade, afirmou que a regulação é uma das fases de planejamento. “A regulação tem a função de distribuir e garantir o acesso aos serviços de Saúde à população. A regulação termina muitas das vezes no debate e discussões com a população sendo responsabilizada como o grande problema de Saúde, quando na verdade o problema está relacionado à oferta. A baixa oferta e uma demanda desorganizada geram um conflito na regulação no momento da distribuição e da garantia de acesso. O grande debate que estamos fazendo no grupo é tentar consolidar e ter um posicionamento estadual dos reais problemas de regulação, separando isso da oferta de serviços e demanda desorganizada”, comentou.

 

 

O facilitador José Santos de Sá / Foto: Allan de Carvalho

Para o facilitador José Santos de Sá, que participou do eixo de Acolhimento e Humanização, a busca é pelo melhor tratamento do usuário dentro da Rede de Atenção. “Nós estamos buscando que o trabalhador da saúde que muitas vezes trata a nós usuários sem a atenção necessária, tenha um pouco mais de dignidade e carinho com essas pessoas que tanto sofrem para marcar uma consulta em um médico preventivo, também na marcação de exames. Que o município possa também oferecer algum alimento às pessoas que chegam cedo para consultas, porque elas ficam várias horas na espera do atendimento. O ideal é que os usuários tenham a sensação de estarem sendo bem atendidos, pois assim não saem falando mal, pois quando você trata bem o cliente não sai falando mal. É essa a nossa intenção nesse grupo de humanização”, falou.

Foto: Allan de Carvalho

A 5ª Conferência Estadual de Saúde (Confesa) prosseguiu na manhã do último domingo, 9, com os trabalhos de discussões dos conferencistas por eixo temáticos. Divididos em salas, eles discutiram propostas que servirão para nortear a gestão da Saúde em Sergipe e levar 35 delas para a Conferência Nacional de Saúde, em Brasília.

 

As discussões em grupo tiveram como objetivo fortalecer o espírito democrático trazido pela Confesa e criar importantes debates sobre o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e o que se espera para ele para os próximos quatro anos.

 

Antonio Carlos Guimarães / Foto: Allan de Carvalho

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Antonio Carlos Guimarães, as conversas nos grupos estão consolidando fortes bases de construção do SUS. “Os trabalhos de discussão estão muito ricos e com as pessoas muito envolvidas. As propostas estão gerando importantes debates nos grupos e o sentido de preservação e garantia do SUS, enquanto um patrimônio da sociedade brasileira e algo que a gente tem de manter em construção e constante melhoria de funcionamento, aparece com bastante importância”, disse Guimarães.

 

Ainda de acordo com o gestor da pasta da Saúde os grupos também ajudaram a identificar problemas que ajudam a gestão na melhoria do sistema. “No grupo que debate sobre operacionalização a gente tem percebido problemas e é isso mesmo que a gestão quer saber. A gente quer saber o que o nosso usuário está sentido de problemas e dificuldades para ser bem atendido. Nós queremos que ele nos ajude a buscar as melhores soluções para que possamos gerir o SUS da melhor maneira possível”, afirmou o secretário de Estado da Saúde.

 

 

Januário Araújo / Foto: Allan de Carvalho

O agente comunitário de saúde do município de Canhoba, Januário Araújo, participou da 5ª Confesa representando o segmento dos trabalhadores da Saúde. “Estamos envolvidos em uma discussão muito proveitosa daquilo que achamos necessário para a melhoria do SUS. Uma importante discussão que estamos tendo é sobre a melhoria da Atenção Básica. A gente quer que o serviço seja o mais descentralizado possível e que as equipes do Programa de Saúde da Família cheguem aos pontos mais distantes do Estado para que ninguém fique sem assistência da Atenção Primária”, declarou Araújo.

 

 

Elienai José do Nascimento / Foto: Allan de Carvalho

Representando os usuários do SUS, Elienai José do Nascimento falou sobre a importância da realização da conferência e sobre as propostas. “O trabalho realizado na conferência é bastante significativo. Estamos deliberando propostas que esperamos servir para todo país. Nós ainda precisamos ter um pouco mais de maturidade para não deixar que outros  importantes temas se percam”, disse Nascimento.

Solenidade de abertura da Confesa / Foto: Wellington Barreto/SES

Foi realizada na noite da última sexta-feira, 7, a abertura oficial da 5ª Conferência Estadual de Saúde de Sergipe (Confesa), que seguiu até ontem, 9. 

 

Durante o evento, os rumos das ações de saúde para os próximos quatro anos em Sergipe foram debatidos por centenas de participantes.

 

A noite de abertura reuniu convidados, delegados, autoridades e homenageados em uma festa no Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, no bairro Lamarão, em Aracaju.

 

Para conferir a galeria de fotos tiradas pelos fotógrafos Márcio Garcez e Wellington Barreto da noite que deu início à Confesa, clique aqui!

Foto: Fabiana Costa/SES

Na manhã deste sábado, 8, o Dra. Joélia Silva, chefe do Núcleo do Ministério da Saúde em Sergipe, falou aos conferencistas sobre: Política de saúde na seguridade social, segundo os princípios da universalidade, equidade e integralidade.

 

 Para ter acesso ao material apresentado, clique no link abaixo:

 

V Conferência Estadual de Saúde

Foto: Fabiana Costa/SES

A programação de palestras da 5ª Conferência Estadual de Saúde (Confesa) seguiu com mais esclarecimentos sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). O coordenador do Núcleo de Gestão Estratégica e Participativa (Nugep) da Secretaria de Estado da Saúde (SES), José Dias Júnior, mostrou aos conferencistas a importância da participação popular na construção do Sistema Único de Saúde.

 

José Dias Júnior / Foto: Fabiana Costa/SES

“No entendimento da gestão da SES é através da valorização do controle social que o SUS pode avançar, melhorar e vencer seus desafios. Não tem como resolver os grandes problemas do SUS excluindo seu principal objeto que é o cidadão, usuário do sistema. O cidadão deve ser esclarecido de como deverão ser resolvidos esses problemas e isso se dá somente valorizando e incluindo o controle social nessas discussões”, disse José Dias Júnior.

 

O coordenador destacou ainda que a conferência realizada este ano entrou para a história do SUS Sergipano. “Pela primeira vez foram realizadas no estado 100% das conferências municipais de saúde. Esse é um marco porque na última conferência, realizada em 2007, conseguimos apenas realizar 58 das 75 das conferências. Nós pretendemos avançar ainda mais daqui para frente”,  afirmou Dias.

 

 

Foto: Fabiana Costa/SES

Os conferencistas vindos dos 75 municípios sergipanos para participar neste sábado, 8, da 5ª Conferência Estadual de Saúde (Confesa), nos dias 7, 8 e 9 de outubro, em Aracaju, participaram de palestra sobre a Saúde na seguridade social e os desafios encontrados pelos governos para garantir o direito do cidadão em ser assistido segundo os princípios da universalidade, equidade e integralidade.

 

Joélia Silva / Foto: Fabiana Costa/SES

A palestra, ministrada pela chefe do núcleo do Ministério da Saúde (MS) em Sergipe, Joélia Silva, teve como tema ‘Política de Saúde na Seguridade Social, segundo os princípios da universalidade, equidade e integralidade’. 

 

“A partir das três políticas que compõem a Seguridade Social levantarei as dificuldades existentes para atender as necessidades de saúde da população”, disse Joélia Silva.

 

Ela afirmou que a melhoria dos indicadores de saúde da população que está envelhecendo e vivendo mais provoca uma divisão desigual de recursos para a Seguridade Social.

“Isso dificulta que a Universalidade, Equidade e Integralidade, que são os três princípios que compõe o SUS, sejam garantidos à população”, afirmou.

 

Antonio Carlos Guimarães durante conversa com os conferencistas / Foto: Fabiana Costa/SES

A participação da chefe do núcleo do Ministério da Saúde em Sergipe foi a segunda das três palestras programadas.

 

Após as explanações, o público debateu o tema com a palestrante Joélia Silva e com o secretário de Estado da Saúde, Antonio Carlos Guimarães, que estava presidindo a mesa de debates.

 

 

Foto: Fabiana Costa/SES

O segundo dia da 5ª Conferência Estadual de Saúde (Confesa) foi aberto, na manhã deste sábado, 8, com uma palestra sobre os avanços e desafios do Sistema Único de Saúde (SUS) ministrada pelo médico pediatra e sanitarista Gilson Carvalho.

 

De acordo com o palestrante, o SUS é um sistema presente em várias etapas do dia a dia de cada cidadão brasileiro que necessita de reconhecimento, correção e enfrentamento das condições sociais. “Temos de reconhecer que o SUS realizou somente em 2010, algo em torno de 3,6 bilhões de procedimentos, o que representa um avanço. Com o reconhecimento das coisas boas que o sistema possui, podemos apontar as coisas erradas para buscar as soluções com prazo, condições e financiamentos necessários para que as questões sejam resolvidas”, declarou Carvalho.

 

Foto: Fabiana Costa/SES

Sobre a realização da Conferência, Gilson Carvalho afirmou que os eventos realizados de quatro em quarto anos são provas do amadurecimento democrático de um sistema de saúde. “As conferências são um banquete de democracia e a saúde é o setor de políticas públicas que mais conseguiu avançar democraticamente. É necessário melhorar cada vez mais essa interlocução entre gestores, prestadores e trabalhadores para que o SUS continue avançando”, concluiu.

 

Para ter acesso à apresentação de Gilson Carvalho utilizada durante a palestra, clique no link abaixo:

GC-2011-EVENTO-ARACAJU-8-10


De 07 a 09 de outubro de 2011
Confesa no twitter

Acompanhe nosso Twitter

Twitter

  • Ministério reconhece e co-financia UTI do Hospital Regional de Lagarto
    http://t.co/hjtJgFYN
  • Teste rápido é tema de treinamento
    http://t.co/kVbblK7T
  • MEC avalia estrutura do Hospital de Lagarto
    http://t.co/SJMmrDYS

Secretaria Estadual de Saúde
Praça General Valadão, nº32, Centro - Aracaju/SE - CEP: 49010-520 - Tel. (79) 3234-9500

Swapi - Agência digital